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quarta-feira, 14 de março de 2012

Cancro do Colo do Útero

Coimbra lança teste para a deteção do cancro


     Este teste foi pensado e desenvolvido ao longo dos últimos cinco anos pela Infogene, empresa biotecnológica formada por investigadores da Universidade de Coimbra (UC).



É um kit simples que pode ser usado em casa e permite fazer uma auto-colheita para deteção do cancro do colo do útero, o segundo tipo de cancro mais frequente nas mulheres a nível mundial. O inovador Teste da Mulher vai ser lançado no mercado, no próximo dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.


     Além de ser o primeiro teste em Portugal que permite esta auto-colheita, é mais robusto e mais rápido do que o método clássico - teste de Papanicolau (citologia) - para detetar a presença do papilomavírus humano (HPV), responsável pelo surgimento da doença oncológica com a terceira maior taxa de incidência em mulheres portuguesas.

     O que torna único este novo método, é o facto de ser "um teste muito específico, capaz de identificar os 12 tipos de HPV de alto risco responsáveis pela infeção persistente que causa o cancro do colo uterino e de, em caso de resultado negativo, garantir à mulher um período de tranquilidade três vezes superior do que o método convencional", explica Rui Costa (na foto acima), diretor executivo da Infogene, num comunicado enviado ao Boas Notícias.
Por outro lado, realça o responsável, "é um método rápido, simples e seguro, cumprindo todas as normas da União Europeia. A mulher, em qualquer momento, com conforto e na sua intimidade, pode efetuar a colheita e enviar para análise".

     O teste - composto por um estojo (Kit) de auto-colheita e por um teste de deteção precoce do HPV - engloba um dispositivo em forma de "varinha" com uma porção de colheita, um tubo de transporte, um envelope pré-pago para envio da amostra, um folheto de instruções e um formulário de requisição. Após a colheita, a porção de colheita é colocada no tubo de transporte e este é enviado para o laboratório.

Dirigida especialmente a mulheres com mais de trinta anos (as que correm maior risco de desenvolver o cancro do colo do útero), a solução proposta pelos investigadores de Coimbra foi validada no Hospital Universitário de Uppsala, Suécia, através de um estudo comparativo com o teste de Papanicolau, em que participaram quatro mil mulheres.


    Numa primeira fase, o Teste da Mulher pode ser adquirido em laboratórios de análises clínicas, por um valor de 89 euros, mas o objetivo é que, a curto prazo, esteja também disponível em farmácias.






in:http://boasnoticias.clix.pt/noticias_Cancro-Colo-do-%C3%9Atero-Coimbra-lan%C3%A7a-teste-inovador-_10236.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Cancro do colo do útero

    Como sabemos, o cancro do Colo do útero afecta muitas mulheres em todo o mundo e como tal resolvi falar um pouco sobre este cancro com o objectivo de divulgar mais sobre as causas e sintomas que este cancro provoca.
     O cancro do colo do útero é provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV). A infecção por HPV é o principal factor de risco para o cancro do colo do útero. Existem mais de 100 tipos de HPV, dos quais cerca de 40 podem infectar os órgãos genitais, quer do homem, quer da mulher. Alguns destes VHP genitais podem dar origem a verrugas genitais, enquanto que outros, os 15 tipos de HPV de alto risco, podem originar células anormais do colo do útero e progredir para cancro ao longo de um período de aproximadamente 10 ou 15 anos.

Como se transmite o HPV genital?
     O HPV genital transmite-se por contacto sexual e passa facilmente de pessoa para pessoa, através do contacto directo da pele dos genitais, não só através das relações sexuais. O HPV é muito frequente e a maioria dos adultos terá uma infecção por HPV nalguma fase da sua vida. Porém como as infecções por HPV não causam sintomas óbvios, a maioria das pessoas nunca irá saber que a teve.

Factores de risco para o cancro do colo do útero:
o    Não realizar o exame de Papanicolau regularmente: o cancro do colo do útero é mais frequente nas mulheres que não realizam periodicamente o exame de Papanicolau. Este exame possibilita a detecção de células pré-cancerígenas. O tratamento das alterações cervicais pré-cancerígenas previne, muitas vezes, o desenvolvimento de cancro.
o    Sistema imunitário enfraquecido (o sistema de defesa natural do organismo): as mulheres infectadas com VIH (o vírus que provoca SIDA) ou sob medicação inibidora do sistema imunitário, apresentam maior risco de desenvolver cancro do colo do útero. Nestas mulheres, os médicos recomendam o rastreio regular do cancro do colo do útero.
o    Idade: o cancro do colo do útero ocorre com maior frequência a partir dos 40 anos de idade.
o    História sexual: as mulheres que tenham tido muitos parceiros sexuais apresentam maior risco para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. As mulheres que tenham tido relações sexuais com homens que, por sua vez, tenham tido muitas parceiras sexuais, apresentam também maior risco de desenvolver cancro do colo do útero. Em ambos os casos, o risco é acrescido, uma vez que estas mulheres têm maior risco de infecção por HPV.
o    Tabaco: as mulheres fumadoras com infecção por HPV apresentam um risco acrescido de desenvolver este cancro.
o    Tomar a pílula durante longos períodos de tempo: tomar a pílula durante longos períodos de tempo (5 anos ou mais) pode aumentar o risco de desenvolver cancro do colo do útero, em mulheres infectadas por HPV.
o    Ter muitos filhos: estudos efectuados sugerem que as mulheres infectadas por HPV que tem muitos filhos, podem apresentar risco acrescido para o desenvolvimento de cancro do colo do útero.

Sintomas deste cancro

      O cancro do colo do útero pode levar muitos anos a desenvolver-se. O processo começa com uma infecção por HPV de alto risco, que vai provocar alterações nas células cervicais (células cervicais anormais). Se a infecção por HPV não desaparecer espontaneamente, as células anormais podem alterar-se ainda mais ao longo do tempo até que, finalmente, dão origem a um cancro do colo do útero.
    As alterações pré-cancerígenas e os cancros precoces do colo do útero não tendem a provocar dor ou outros sintomas. É importante não esperar até surgirem dores para consultar o médico.
Quando a doença se agrava, a mulher pode apresentar um ou mais dos seguintes sintomas:
  o   Hemorragia vaginal anormal
  o    Hemorragia entre períodos menstruais regulares.
  o    Hemorragia após relação sexual, irrigação vaginal ou exame pélvico
  o    Períodos menstruais mais prolongados e intensos do que anteriormente
  o    Hemorragias após a menopausa
            o    Aumento do corrimento vaginal
            o    Dor pélvica
            o    Dor durante as relações sexuais.
      Estes sintomas podem também ser devido a infecções ou outros problemas de saúde e só o médico pode fazer esta avaliação. As mulheres que pensam ter alguns destes sintomas devem informar imediatamente o médico, para que seja possível diagnosticar e tratar atempadamente eventuais problemas, e assim prevenir o cancro do colo do útero.

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