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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Nanotecnologia, fotossíntese e energias renováveis... Que combinação

Nos dias de hoje somos bombardeados com a importância de reduzir o nosso consumo, de reciclar e de utilizarmos fontes de energia renováveis. A poluição como a conhecemos tem vindo a depender cada vez mais dos actos de cada um de nós, e é urgente que nos consciencializemos das consciências das nossas acções e da nossa falta de cuidado com o ambiente. Porque é dele que dependemos, é dele que temos e devemos cuidar.


Todos nós já ouvimos falar de diversas fontes de energias renováveis, mas em pesquisas descobri informações sobre uma nova pesquisa que cientistas estão a efectuar para uma nova fonte de energia renovável: Fotossíntese e uso de nanotecnologia. Facto que ainda despertou mais o meu interesse, pois há poucos dias assistimos a uma palestra de nanotecnologia, e esta pesquisa encaixa-se perfeitamente.


Não restam dúvidas que é necessário que cada um de nós contribua com pequenas coisas como reciclar, para o bem-estar do ambiente e consequentemente o nosso bem-estar. É também importante encontrar energias alternativas, pois sabemos que combustíveis fósseis são finitos e cada vez dependemos mais deles. O desenvolvimento da tecnologia, neste caso o uso de nanotecnologia, permite-nos conciliar todos esses parâmetros.
E o futuro depende do nosso contributo. Desde os pequenos actos, a grandes pesquisas e descobertas de alternativas :) Fiquem então com a reportagem:


"Investigadores do Grupo de Dispositivos Fotovoltaicos e Optoelectrónicos da Universidade Jaume I de Castellón, dirigido por Juan Bisquert, desenvolveu, utilizando nanotecnologia, um dispositivo com materiais semicondutores que, em meio aquoso, consegue gerar hidrogénio de forma autónoma, utilizando unicamente a luz solar. Esta tecnologia, que recebe o nome de fotossíntese artificial inspira-se na fotossíntese que ocorre na natureza. A produção de hidrogénio de forma eficiente utilizando materiais semicondutores e luz solar é um desafio crucial para tornar realidade uma mudança do modelo energético que se caracterize pela sustentabilidade, baseando-se em recursos inesgotáveis e com respeito pelo meio ambiente.
O rendimento energético do dispositivo não é, para já, suficiente para se pensar na sua comercialização. Os cientistas estão a explorar diferentes formas de melhorar a sua eficiência e demonstrar que esta tecnologia constitui uma alternativa real.

O hidrogénio é um elemento muito abundante na superfície da Terra, principalmente na sua forma combinada com oxigénio, ou seja, água (H2O). A molécula de hidrogénio (H2) contém muita energia que pode ser libertada quando se queima, devido à sua reacção com o oxigénio atmosférico, sendo o único resíduo  do processo de combustão a água.

Para converter a água em combustível (H2) tem de se 'partir' a molécula H2O, separando os seus componentes. Para que o processo se realize se forma renovável (sem se recorrer a reservas fósseis) é necessário utilizar um dispositivo que empregue a energia da radiação solar sem nenhuma outra ajuda, que produza as reacções químicas que consigam partir a água e formar hidrogénio, tal como acontece às folhas das plantas. Por isso, este dispositivo é chamado de folha artificial.

O dispositivo é submerso numa solução aquosa e quando se ilumina com uma fonte de luz, produz bolhas de hidrogénio. Os investigadores utilizaram uma solução com um agente oxidante e estudaram a evolução do hidrogénio produzido pelos fotões.

O desafio mais importante é compreender os processos físico-químicos que se produzem no material semicondutor e na sua reacção com o meio aquoso, isto para racionalizar o processo de optimização do dispositivo."

Mais informações: http://www.elp.uji.es/index.php

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Parasitas e o Homem

Hoje de manhã estava a ver um documentário que achei muito interessante e engraçado. Venho aqui partilhá-lo convosco...  Deixem a vossa opinião. Eu fiquei impressionada com alguns factos (ou fatos :-P) ai revelados...  
Hope you like :)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Laser Leap

Boas notícias para quem tem medo de agulhas! Li numa revista do Correio da Manhã um reportagem que falava  de uma inovação desenvolvida por investigadores da Universidade de Coimbra (ah pois é! :-P ): Uma seringa a laser (LaserLeap). É uma seringa que permite administração "rápida e eficaz" de fármacos através da pele, e que venceu o Photonics West 2012, um dos maiores encontros internacionais de Fotónica, que decorreu nos Estados Unidos.

Aqui vos deixo um video com uma breve apresentação desta técnica, que certamente será bastante útil e menos dolorosa :)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Amiga Oxitocina

Falando por experiência própria, a timidez é algo que nos pode prejudicar em algumas situações... Há quem tente dar a volta recorrendo ao alcool ou outras substâncias menos boas, mas a ciência é amiga. O que quero dizer com isto? Sugiro que leiam o artigo a baixo apresentado! :)


"Uma equipa de investigadores canadianos, Concordia University, concluiu que a oxitocina, substância produzida em grandes quantidades durante a gravidez e também conhecida como a“hormona do amor”, se aplicada por um ‘spray’nasal, pode ajudar a tornar o visado, no caso de uma pessoa tímida, a sentir-se mais extrovertido. O estudo foi publicado na última edição do«Psychopharmacology».

A oxitocina é uma substância que actua como neurotransmissor, além de estar relacionada com padrões sexuais. Nas mulheres é libertada em grandes quantidades durante o parto, e em resposta à estimulação do mamilo durante a amamentação.

No entanto, os cientistas ainda desconhecem o mecanismo pelo qual a substância leva a este comportamento pró-social. Supõem que seja por "alterar a forma como os sinais sociais no entorno externo são processados, codificados e interpretados”.

A equipa levou a cabo um estudo que envolveu uma centena de homens e mulheres saudáveis, entre os 18 e 35 anos, sem antecedentes de doença psiquiátrica, patologias físicas, ou sob medicação. Também não tinham um historial de consumo de drogas, tabagismo ou gravidez.

Os participantes receberam 24 doses de oxitocina em 'spray', administrada como um placebo. Esta hormona amplia traços de personalidade como a qualidade, a confiança, o altruísmo e a abertura a novas experiências, facilitando e incentivando a comportamentos sociais, por a pessoa se sentir mais extrovertida e confiante.

Segundo o artigo publicado, “não existem efeitos secundários, a não ser um pouco de irritação nasal, mas apenas registada numa pequena percentagem de pessoas. No entanto, ainda não são conhecidos os efeitos associados ao uso crónico", refere. "

Se assim o é, pessoal que diz que apenas com umas cervejolas fica desinibido, acabou-se a desculpa :-P O nosso corpo é mesmo um mecanismo fantástico, não fazia ideia que a oxitocina poderia atuar em tantos "campos"...  

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Oportunidade Jovem

No domingo li numa revista uma coisinha que achei interessante divulgar aqui:

Secundário
Criação de texto sobre a investigação genética
A Sociedade Europeia de Genética Humana (SEGH) convida os alunos do ensino secundário a questionar e reflectir sobre a importância e as implicações sociais da investigação na área da Genética através da elaboração de um texto crítico sobre o tema, até 1 de Março.

Ver mais em www.cienciaviva.pt

Este anúncio foi retirado da revista "Domingo" do jornal Correio da Manhã.
Deixo aqui também o site dessa sociedade no caso de quererem investigar um pouco mais : http://www.dnaday.eu/



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On sunday I read something in a magazine that I found interesting to spread here:

High School
Create a text about genetic research
The European Society of Human Genetics (ESHG) invites high school students to question and reflect about the importance and social implications of research in genetics doing a critical text about that, until March 1st.

See more in www.cienciaviva.pt

This announcement  was removed from the magazine "Domingo" of Correio da Manhã newspaper.

I also give you the site of ESHG in case you're interested to know more:  http://www.dnaday.eu/

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Projeto Genoma Humano


Visto que a nova matéria de biologia recai sobre "material genético", resolvi então aprofundar um pouco o assunto... Ao pesquisar manipulação genética humana, que hoje em dia sabemos que tem estado ligada a questões de ética, criando muitas discussões, encontrei o Projeto Genoma Humano, que, confesso, não conhecia. E achei interessante falar-vos dele.

É um projeto internacional, fundado em 1990, que teve como objectivo nomear todos os genes humanos e a identificação de todos os nucleótidos que os compõem. Com a iniciativa de vários institutos nacionais de saúde, laboratórios internacionais começaram a trabalhar em conjunto (formando assim o Consórcio Internacional de Sequenciamento do Genoma Humano),com o intuito de sequenciar, um por um, os genes que codificam as proteínas do corpo humano e ainda algumas sequências de ADN que não são genes.

O projeto foi concluido a 14 de Abril de 2003, e num comunicado à imprensa, foi anunciado que o projeto tinha tido sucesso com a sequenciação de 99% do genoma humano com uma precisão de 99,99%.

Mas este projeto também pretendeu abordar aspectos éticos, legais e sociais envolvidos. Os responsáveis pelo projecto acreditavam que a descoberta da posição de cada gene, além de sua composição, seria valiosa para diagnóstico e a cura de muitas doenças, como cancro, obesidade, diabetes, doenças auto-imunes e hipertensão. Os críticos do projecto, no entanto, alertavam para o perigo do uso indevido das informações genéticas. Candidatos a emprego, por exemplo, poderiam ser recusados com base em testes capazes de revelar predisposição genética para certas doenças, como o alcoolismo .


Resultados imediatos

Foram sequenciados todos os genes, cerca de 25.000 e constituido pouco mais de 20% do material genético total humano. Por limitações tecnológicas, cerca de 1% do genoma não pode ser sequenciado por possuir muitas repetições de bases nitrogenadas (centrómeros e telómeros dos cromossomas, por exemplo). Também é importante dizer que a maior parte do genoma humano parece não ser codificante e existe provavelmente apenas por razões estruturais e regulatórias.
De todos os genes que tiveram a sua sequência determinada, aproximadamente 50% codificam proteínas de função conhecida.

Resultados gerais

Apesar dessas lacunas, a conclusão do genoma já está a facilitar o desenvolvimento de fármacos muito mais potentes, a compreensão de diversas doenças genéticas humanas e a facilitar também a realização de novos projetos genoma.
O PGH já completou a descoberta de mais de 1800 genes de doenças, assim como facilita a identificação de outros genes associados a doenças. Além disso, pelo menos 350 produtos biotecnológicos resultantes dos conhecimentos gerados pelo PGH estariam a passar por ensaios clínicos. As ferramentas desenvolvidas no PGH continuam a servir para caracterizar genomas de outros organismos importantes.

E na verdade, concordo um pouco com ambas as partes. É sem dúvida uma rampa de lançamento para todas as ciências ligadas à vida humana : o conhecimento de genes permite-nos uma maior eficiência no combate a doenças e na execução dos seus tratamentos e medicamentos. Tal facto, é realmente excelente nesse aspecto. Mas normalmente este tipo de projetos tem sempre um senão, e tal como disseram os criticos ao projeto, não deve haver um abuso na utilização dessas informações a nivel de manipulação genética: entendo que se possam fazer, mas com o intuito de tratar ou mesmo curar doenças, e não com o intuito de requerer perfeição. (nivel estético, melhorar aspectos fisicos para competições (doping), etc).

E na sua opinião, o que acha?

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Genoma_Humano

Para mais informações visite também:
http://www.genome.gov/A/
http://www.hugo-international.org/
http://www.porto.ucp.pt/lusobrasileiro/actas/Jussara%20Meirelles.pdf

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At biology class, our teacher started to talk about genetic material, so I decided to look for some information about that subject... When I was looking for Human Genetic Manipulation, which as been linked to issues of ethics, creating many discussions, I found the Human Genome Project, which, I confess, I didn't know about. Well, I though that was interesting to bring it here and to talk about.

It is an international project, founded in 1990, which aimed to name all human genes and identification of all nucleotides that compose them. With the initiative of several National Institutes of Health, international laboratories started working together (forming the Consortium International Human Genome Sequencing), in order to sequence one by one, the genes that encode proteins of the human body and still some DNA sequences are not genes.

The project was completed on April14, 2003, and in a statement it was announced that the project had been successful with 99% of sequencing the human genome with an accuracy of 99,99%.

But this project also sought to adress ethical, legal and social issues involved. The project leaders believed that the discovery of the position of each gene, and its composition, would be valuable for diagnosis and cure of many diseases such as cancer, obesity, diabetes, autoimmune diseases and hypertension. Critics of the project, however, warned to the danger of misuse of genetic information. Jobseekers, for example, could be refused on the basis of tests that can reveal genetic predisposition to certain diseases, such as alcoholism.

Immediate Results

Were sequenced all the genes, about 25.000 and constituted just over 20% of total human genetic material. For technological limitations, about 1% of the genome can't be sequenced because it has many repetitions of nitrogenous bases (centromeres and telomeres of chromosomes, for example). It is also important to say that most of the human genome seems to have no coding and is probably only for structural and regulatory.

All the genes that had their sequence determined, approximately 50% encode proteins of known function.


Overall Results

Despite these shortcomings, the conclusion of genome is already facilitating the development of more potent drugs, the understading os many human genetic diseases and also facilitating the implementation of new genome projects.

The HGP has completed over 1800 discoverys of disease genes, and facilitates the identification of other genes associated with diseases. In addition, at least 350 biotechnology products resulting from the knowledge generated by the HGP will be undergoing clinical trials. The tools developed in HGP still serve to characterize the genomes of other important organisms.

And actually, I agree somewhat with both sides. It is certainly a launching pad for all the science related to human life : the knowledge of genes allows us a greater efficiency in fighting diseases and implementation of their treatments and medications. This,is really excellent in this regard. But usually this type of project have always a but, and as the critics said there shouldn't be an abuse of such information at the level of genetic manipulation: I understand that they can do it but just in order to treat or even cure diseases, and not for the purpose of requiring perfection. (aesthetic level, to improve aspects of physical competitions (doping), etc.).
And in your opinion, what do you think??

in http://pt.wikipedia.org/wiki/Projeto_Genoma_Humano

See more in:
http://www.genome.gov/A/
http://www.hugo-international.org/
http://www.porto.ucp.pt/lusobrasileiro/actas/Jussara%20Meirelles.pdf






quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Da argila à vida

No inicio da semana, na aula de Geologia, o professor referiu algo que me deixou cheia de curiosidade: Rna formado em argila. Como?? Através de algumas pesquisas, percebi como...






Foram experiências realizadas por cientistas norte-americanos que mostraram a hipótese de a sintese de moléculas orgânicas terem ocorrido na superficie de rochas e na argila existente na Terra primitiva. Particularmente na argila, que é rica em ferro e zinco, substâncias essas que actuam como catalizadores em reacções químicas. Neste caso, a argila tem a capacidade de "atrair/juntar" ácidos gordos. A tendência desses ácidos é de se juntarem em pequenos aglomerados. Os pesquisadores, no entanto, viram que a adição de um pouco de montmorillonita (um tipo de argila) à mistura aumentou em cem vezes essa tendência. As vesículas de dupla camada que surgiram da reacção englobavam as partículas de argila.
Como tanto o mineral quanto as camadas de ácido têm carga elétrica negativa (e portanto deveriam repelir-se), a hipótese dos pesquisadores é que uma camada de partículas positivas adjacente à argila atraia as vesículas. Os pesquisadores misturaram ainda RNA, marcado com uma tinta fluorescente vermelha, à argila. Ele também foi englobado -mais um passo em direção a uma "célula", com membrana e material genético. Na presença de mais matéria-prima, as vesículas cresceram, absorvendo-a, e os pesquisadores causaram a sua "divisão celular" (que ocorreu sem perda do material interno) fazendo-as atravessar uma rede de microporos.

"Se pudéssemos fazer com que o RNA iniciasse algum tipo de síntese dentro dessas vesículas, seria um grande passo. Mas esse é um grande projeto, ao qual ainda temos de dar prosseguimento", afirma Szostak (bioquimico da Universidade de Harvard, nos EUA). "Temos de ter a mente aberta e tentar simular um caminho completo, da formação das moléculas orgânicas à das células." Uma coisa, no entanto, é certa: matéria-prima não faltava.




Espero que tenham ficado esclarecidos e que tenham gostado... Eu fiquei, e não só! É bastante interessante ver que coisas que aparentemente não têm nada em comum, afinal secalhar até têm. E em especial, em assuntos tão importantes e tão curiosos como este: o inicio da vida na Terra!


Fonte: http://www.genismo.com/geneticatexto14.htm

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Papá com os sintomas da mamã?


No meio de algumas pesquisas, encontrei um site que falava de alguns factos curiosos sobre a gravidez... Entre esses factos, chamou-me a atenção um em particular: Síndrome de Couvade (ou gravidez por simpatia). O que é? Bem, é um conjunto de sintomas que podem ser apresentados nos homens durante a gravidez das respectivas companheiras



Pois é, durante a gestação da companheira, os futuros papás podem sentir enjoos, engordar, ter desejos, crises de choro ou mesmo ficarem deprimidos. Em casos extremos, os homens podem mesmo desenvolver barriga idêntica a uma grávida até com 7 meses de gestação! Estes sintomas aparecem devido à ansiedade e necessidade que os homens têm em serem pais, e isto também por terem um forte elo de ligação (elevada afectividade) com a grávida. 




E não pensem que os casos de Síndrome de Couvade são raros, nada disso: estudos recentes mostraram que mais de metade dos futuros papás (cerca de 54%), sofrem dos sintomas de gravidez.

No caso de os sintomas se tornarem demasiado incomodativos e fugirem ao controle do homem, este deverá procurar ajuda psicológica.


Mas as curiosidades sobre esta "partilha de papéis" não fica por aqui. Há papás que chegam a sofrer de depressão pós-parto oito semanas após o nascimento do filho: desde sintomas de ansiedade, irritabilidade a mudanças de humor, 3,6 % dos homens são afectados (segundo um estudo das Universidades de Oxford e Bristol, Reino Unido). Tal fenómeno poderá ter a ver com ciúmes do bebé (visto que a mulher centra as suas atenções no seu filhote). 

"Era mais uma tarde de trabalho para Paulo Osório. Almoçou com os colegas e todos comeram o mesmo, mas a meio da tarde o futuro pai começou a sentir-se indisposto. Quando chegou a casa nem conseguiu jantar. «Sentia-me enjoado como nunca me tinha sentido. Naquela noite nem conseguia ver comida... Nunca me hei-de esquecer», conta o pai de 29 anos. O maior enjoo da sua vida culminou em dores de estômago fortes e fora do vulgar, vómitos e muita azia. Paulo ultrapassou aquela noite, mas nos dois dias seguintes nem conseguiu ir trabalhar. Não associou o que lhe aconteceu à gravidez da mulher, Rute. Só depois de falar com o seu médico é que se apercebeu dos sintomas. A seguir àquele enjoo, teve de se habituar às náuseas. E juntamente com esse mal-estar vinham as dores de cabeça. «Sou daqueles pais que engravidam», explica divertido. O seu filho Rodrigo está prestes a fazer um ano, e o pai recorda aqueles nove meses como «simplesmente maravilhosos»."


Isto há coisas... 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A chamada "Amnésia Infantil"... lá está porquê que não me lembro daquilo...

Ás vezes ouvimos os nossos familiares falarem de algumas das nossas peripécias em bebés... "Ahh...lembras-te quando ias mexer nos vasos da tua mãe, e punhas a terra na boca, e depois ias buscar o sabonete para limpares a terra?" e nós..."Não."... Depois ficamos a pensar "como é que não me lembro dessas coisas?"


Pois é. Fica a questão: Porquê que não temos lembranças de quando éramos bebés?



É consenso entre os especialistas que os primeiros anos de vida são fundamentais na formação de cada indivíduo, mas apesar da importância que eles têm, não é possível lembrar do que vivemos antes de completar 30 meses, ou dois anos e meio de idade. Ainda que as experiências vividas na primeira infância possam resultar em traumas ou em associações afetivas que duram para o resto da vida, ninguém é capaz de identificar lembranças de quando era bebé.
De acordo com André Frazão, coordenador do laboratório de cognição do Instituto de Biociências da USP, existem diversas causas para o esquecimento dos primeiros anos. O fenómeno chamado de amnésia infantil deve-se, principalmente, às constantes mudanças estruturais que ocorrem no cérebro das crianças. Nos primeiros anos de vida, o sistema nervoso central ainda não está totalmente desenvolvido. “Nascemos com um encéfalo que tem cerca da metade do tamanho que terá no adulto, isso significa que a estrutura vai mudar, vão aparecer novas células e novas conexões neuronais”, diz Frazão.
Mas o encéfalo ainda pouco desenvolvido não significa que os conhecimentos a respeito do mundo não sejam registados, apenas que eles são arquivados de outra forma, em outro contexto e com outras referências, transformando-se numa informação à qual não podemos ter mais acesso quando adquirimos a linguagem e interpretamos o mundo com outros métodos. Mas as memórias dos primeiros meses continuam a influenciar-nos inconscientemente na vida adulta. “Por exemplo, o dia que a sua mãe lhe deu um cachorro com um ano de idade e você amou: aquele evento você não consegue identificar, mas as consequências afetivas de criar um vínculo com o cachorro são importantes nos próximos vínculos que você cria na vida”, explica o especialista.
Frazão ainda ressalta que a amnésia infantil se refere à memória declarativa, a memória que utilizamos para relatar eventos ou para “reviver” situações. Mas aprendizagens como andar e falar são outro tipo de memória, que não se perde com a idade. E mesmo eventos não identificáveis pontualmente transformam a criança, já que “a construção da vida é uma linha”, na qual os primeiros acontecimentos têm relação com os posteriores, diz o pesquisador.

Está explicado.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Algo diferente: Epidermodisplasia Verruciforme

Também conhecida como doença do ‘homem-árvore’, EV é uma doença hereditária extremamente rara que leva a formação de verrugas na pele que nunca param de crescer. Ela costuma manifestar-se entre um e 20 anos de idade e afeta normalmente as mãos e os pés. O único tratamento conhecido é a remoção cirúrgica das verrugas que voltam a crescer em seguida, o que exige cirurgias frequentes.


Em 2007, Dede, da Indonésia, teve quase seis quilos de verrugas removidas e hoje necessita novamente de cirurgia para poder utilizar novamente as próprias mãos.

É realmente uma doença que me deixou bastante impressionada, e que espero que gostem deste documentário que encontrei :)








sábado, 22 de outubro de 2011

Andropausa...?

Já sabemos que a mulher, a uma certa altura da sua vida, deixa de ter menstruação. Porquê? Os ciclos ováricos e menstruais cessam: deixa de haver desenvolvimento folicuar, responsável pela produção de estrogénios, e deixa de haver corpo amarelo (libertado aquando da ovulação), responsável pela produção de progesterona. Estas duas hormonas são responsáveis pelo desenviolvmento do endométrio, no útero. Não há óvulos, não há endométrio, não há menstuação.

Mas será que só a mulher passa por este tipo de fase? Os homens também passam por uma fase idêntica.




Sabemos que o homem produz esparmatozóides até ao fim da vida, mas outros mecanismos sofrem algumas "alterações". Essa fase tem o nome de Andropausa. Mas afinal, o que é a andropausa?


É um período de alterações hormonais, fisiológicas e químicas pelo o queal o homem passa, normalmente entre os 40 e 50 anos. Também existem casos em que essa fase ocorre aos 35 ou 65 anos.


Essas alterações afectam diversos aspectos da vida do homem:
- Dificuldade em conseguir ou manter a erecção;
- Perda de interesse por sexo;
- Ejaculação Precoce;
- Perda de memória;
- Cancro da Próstata;
- Nervosismo;
- Insónias;
- Perda de cabelo;
- Diminuição da massa muscular;
- Alterações de humor;
- Doenças cardiovasculares;
- Osteoporose;
- Problemas na relação do casal;



Alguns homens não apresentam sintomas. Outros começam a sentir-se inseguros a partir do 40 anos.
“Uma das barreiras que impedem os homens de falar sobre a andropausa (fase semelhante à menopausa, que acomete a mulher) é o medo de ser pouco viril. Muitos preferem morrer antes de reconhecer que a ereção deixou de ser igual à de antigamente. Outros têm receio de não satisfazer mais as suas parceiras”, diz o sexólogo Gabriel Guevara, da Sociedade Mexicana de Sexologia Humanista Integral. “Qualquer que seja a origem da disfunção sexual, uma vez iniciada a interação de fatores psicológicos, físicos e interpessoais, é muito difícil para o homem recuperar o seu equilíbrio”, diz o andrologista Roberto Cervera, do Hospital Juarez, no México. “Se perder a ereção durante o tratamento medicamentoso, por exemplo, o homem começará a se preocupar se o seu pênis funcionará ou não na próxima vez em que tentar uma relação.”

Os maiores inimigos são o stress e preocupações, pois são eles que deixarão os homens menos capazes de responder a estímulos sexuais.
“A parceira, portanto, poderá sentir que a culpa é dela ou não se sentir suficientemente atraente aos olhos do amado. Se não for estabelecido um diálogo poderá haver uma separação. Também pode acontecer de o casal ficar cada vez mais envergonhado, temeroso e frustrado de tal modo que fica difícil a recuperação”, diz Guevara. “É preciso lembrar que a andropausa é passageira.”


Como é produzida a testosterona?
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1 - A hipófise, uma glândula do cérebro, libera os hormônios luteinizanante (LH) e o folículo estimulante (FSH).

















2 - No testículo, o LH atua nas células de Leydig estimulando a produção da testosterona, o principal hormônio masculino.












 









 
O problema da andropausa

Com a idade, a produção de espermatozóides diminui porque o processo de transformação do colesterol em testosterona não se realiza com eficácia.

A andropausa é passageira, mas precisa de ser tratada. O acompanhamento médico é fundamental. O tratamento consiste na reposição do equilibrio hormonal que pode ser veito:
  • Comprimidos via oral;
  • Adesivos para a pela;
  • Injecções intramusculares.
O tratamento irá retardar a osteoporose, diminuição de disturbios neurológicos, melhorar o desempenho sexual e sobretudo melhorar a qualidade de vida do homem.

No caso de impotência sexual, o médico pode recomendar o uso de medicamentos para reverter a situação ( como  por exemplo sildenafil, fentolamina, a dhea (hormonada supra-renal) e a alprostadil (injectável no pénis ou supositório na uretra).)

A alimentação do homem nesta fase deve ser à base de legumes, verduras e frutas, pois estes têm um alto teor de sais e vitaminas. Devem ser evitados alimentos ricos em colesterol e açúcares.


sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Compreender a Tensão Pré-Menstrual...

Estudos revelam que a tensão pré-menstrual afecta cerca de 40% das mulheres, com idades compreendidas entre os 16 e os 50 anos. Os sintomas aparecem, sensivelmente, uma semana antes da menstruação.


Inchaço e dor nos seios, irritabilidade ou nervosismo, ansiedade ou tensão, depressão, enxaquecas, chorar com muita facilidade, e sem motivo aparente, desânimo, fadiga, dor no corpo, inchaço nas pernas e barriga, aumento de apetite, insónias, agressividade, cólicas, ou ainda aparecimento de acne, mudança de humor ou prisão de ventre são os sintomas que caracterizam o período de tensão pré-menstrual, denominado vulgarmente por TPM. A verdade é que são muitas as mulheres ao nível mundial a sofrer deste problema, que ocorre habitualmente entre os 7 a 10 dias antes do aparecimento da menstruação.

A TPM varia bastante de mulher para mulher. Algumas delas têm um número limitado destes sintomas de forma muito ligeira, enquanto que outras acabam por senti-los com uma grande intensidade. O principal problema é quando a existência dos mesmos acaba por interferir na vida diária das mulheres, quer seja a nível pessoal ou profissional. Muitas das mulheres nem atribuem à TPM alguns dos problemas psicológicos e físicos que enfrentam, mantendo-se assim na ignorância por muito tempo.

Segundo os especialistas, as causas da TMP centram-se numa mudança dos níveis hormonais durante a segunda fase do ciclo menstrual. Todavia há quem atribua a ansiedade e depressão à progesterona, hormona feminina que chega ao seu auge durante o referido período do seu ciclo. Embora os sintomas de tensão pré-menstrual possam ser sentidos em qualquer idade, a verdade é que após os 30 anos eles serão sentidos ainda com maior incidência. A partir desta idade, metade das mulheres sofre com este problema, contrapondo os 40% em idades inferiores aos 50 anos. Felizmente, ainda existem algumas excepções, isto é, mulheres que raramente apresentaram qualquer um deste sintomas e que nunca tiveram qualquer problema antes da menstruação.

Os médicos e os entendidos na matéria recomendam pequenas dicas para aliviar estes sintomas: exercício físico, comer menos sal, e consumir menos água e café, nos dez dias que antecedem a menstruação. Descansar e praticar alguns técnicas de relaxamento, como o Yoga, é igualmente útil para contornar o problema. No entanto, e caso os sintomas intensos persistam, o que tem a fazer é procurar o seu médico e esperar que ele lhe apresente a melhor alternativa.

Os problemas relacionados com a tensão pré-menstrual podem ser ainda agravados se nos dias anteriores à menstruação estiver com alguns problemas pessoais. Logicamente, que o seu organismo vai ressentir-se e aumentar ou intensificar estes sintomas. Mas, e lá porque está inchada antes da menstruação, tem ligeiras dores de cabeça, e se enervou com o seu chefe, fazendo com que ficasse de mau humor, isso não significa que esteja com TPM mesmo que faltem escassos dias para que lhe apareça o período. Para diagnosticar esse facto, terá que ter em atenção se os sintomas antes do período se têm vindo a registar mensalmente ou se é apenas algo esporádico. Não esquecer que a TPM surge dias antes da menstruação e que termina com o culminar da mesma. Se os sintomas se verificarem posteriormente, ou se não ocorreram com uma frequência mensal, então não estamos a falar de TPM.
O tratamento para a TPM vai depender do tipo de sintoma que apresente. Há mulheres que apenas necessitam de algumas vitaminas, outras de calmantes, nutrientes, antidepressivos, diuréticos, analgésicos, ou outros. A opinião do médico é fundamental para ditar qual o melhor caminho para conseguir solucionar esse problema. Por isso, não ouse medicar-se a si mesma! Um tratamento mais intenso apenas será efectuado quando a TPM afectar o seu desempenho no dia a dia, quer seja a nível social, profissional, pessoal e íntimo, pois caso contrário são tentadas sempre formas mais ligeiras de cura. Terapias como homeopatia ou acupunctura, ou a pílula anticoncepcional, podem ser formas de tratamento, mas o mais importante é a mulher tratar-se, acima de tudo, ao nível psicológico.
Cada mulher é um mundo, e o tratamento adequado para uma nem sempre é o acertado para outra, mesmo que ambas apresentem características muito semelhantes. Por isso, tratar a tensão pré-menstrual é algo que obriga a um cuidado extremo, no qual são necessárias avaliar as características gerais da paciente. Sempre que esses pequenos sintomas não afectem o seu quotidiano não podemos dizer que estamos perante um caso de TPM, por isso não comece desde já a julgar que tem que se ir tratar imediatamente. No entanto, e até à data, saiba que os tratamentos minimizam os sintomas, mas raramente os eliminam por completo, uma vez que não se tem a certeza da causa da TPM.
O mais importante de tudo é conhecer-se a si mesma, ao seu corpo, para daí se retirarem os melhores trunfos ao seu bem estar!

O mal vem nos genes... e esta hein? Infidelidade



Há uns tempos atrás estava a ver um programa de televisão, e chamou-me a atenção o facto de estarem a dizer que a infidelidade poderia ser provocada por um gene... Fiquei com o bichinho e resolvi investigar um pouco este assunto. E aqui está o que encontrei:

"Uma em cada quatro pessoas possui o gene da infidelidade        

Estudo norte-americano revela que uma em cada quatro pessoas possui o DR4, o gene da infidelidade, que leva as pessoas a sentir necessidade de trair os seus parceiros.

Esta pode vir a ser uma desculpa (quase) perfeita para as traições entre os casais. É que um estudo realizado numa universidade em Nova Iorque revela que existe um gene, o DRD4, que instiga as pessoas a serem infiéis.
E a presença deste gene é considerável. Segundo este estudo, uma em cada quatro pessoas possui-o, seja homem ou mulher.
No estudo foram analisadas 189 pessoas e foi possível apurar que as que tinham o gene DRD4 traíam duas vezes mais do que as outras.


Tendência pode ser substituída por política ou aventura

O que acontece é que as pessoas com esta característica genética sentem uma maior motivação quando traem. Justin Garcia, investigador que coordenou o estudo, explica: "A motivação parece vir da forma como o cérebro processa a dopamina, neurotransmissor ligado ao sistema de recompensas. É como se, durante a traição, eles recebessem uma descarga maior de prazer".
O investigador acrescentou ainda que estas pessoas até podem ter um relacionamento sério e feliz e, mesmo assim, sentir uma vontade quase incontrolável de serem infiéis.
Mas atenção, se o seu parceiro ou parceira tiver este gene não o/a considere um caso perdido. A verdade é que esta tendência para trair pode ser canalizada para outro tipo de atividades, esclarece-nos Justin Garcia. "O gene DRD4 também está ligado a uma visão política mais liberal e a um comportamento mais aventureiro"."



E agora digam-me, o que acham disto?