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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Parkinson

Cientistas corrigem defeito genético

Células da pele de doentes convertidas em neurónios abrem portas a novos tratamentos

    Investigadores da Universidade de Buffalo conseguiram converter em neurónios células da pele de um doente com mutações no gene Parkina, causa genética que estará na origem de 10% dos casos da doença que afecta 20 mil portugueses. Nestes neurónios, escrevem na “Nature Communications”, foi possível introduzir um gene normal e reverter o defeito que leva à morte dos neurónios que produzem dopamina, crucial na actividade dos músculos.
     Tiago Fleming Outeiro, investigador nesta área a liderar um departamento de doenças neurodegnerativas na Universidade de Gotinga, destaca ao i terem sido usados neurónios derivados de células de doentes. Esta hipótese surgiu em 2007, quando se demonstrou que era possível converter células humanas adultas em células indiferenciadas e obter células diferentes das de origem, como se fossem células embrionárias. Até aqui era impensável estudar ao nível molecular neurónios de um doente vivo. “Apesar de serem casos raros, permitiu perceber que há uma ligação clara entre os níveis de dopamina, o neurotransmissor que falta nos doentes de Parkinson, e a Parkina. E o interessante é que, no laboratório, conseguiram corrigir o problema introduzindo Parkina funcional”, diz Outeiro, que também está a fazer estudos com este tipo de células pluripotentes induzidas. Usando o novo modelo, os cientistas perceberam ainda que as mutações impedem o controlo da produção de uma substância que degrada a dopamina e surge aumentada nos doentes, algo que poderá ser corrigido com novos medicamentos.

domingo, 22 de janeiro de 2012

A culpa é dos genes...


O peso da genética

Estudo britânico revela gene que dificulta a vida de quem precisa perder alguns quilinhos...


    Muitos tentam perder uns quilitos mas tem muita dificuldade. Será devido á preguiça, desleixo ou desejo enorme pela comida? Cientistas da Universidade de Londres descobriram o primeiro gene ligado à obesidade e acreditam que muitas pessoas tem este gene. Os especialistas dizem que a conclusão abrirá novas linhas de pesquisa para pessoas que sofrem com o aumento excessivo de peso (a segunda maior causa de mortes no Reino Unido e que atinge 24% da população no mundo), havendo também a possibilidade de haver um controlo nesta situação.
     Até aos dias de hoje, o principal tratamento contra a obesidade concentra-se em recomendar dieta e exercícios regulares para os que sofrem de obesidade. Mas apenas talvez isto o exercício físico e uma boa alimentação não seja suficiente. A genética tem um papel muito mais importante do que se imaginava. Graham Hitman, médico da Queen Mary's School, ligada à universidade londrina, diz que "o tipo de cultura no qual vivemos determina que, quando alguém ganha muito peso, isso é inteiramente sua culpa". E completa: "Ser ativo e comer corretamente ainda é a chave para controlar a obesidade, mas agora sabemos que algumas pessoas terão muito mais dificuldade por causa dos seus genes".
     A descoberta tornou-se essencial porque foi observado que o gene da obesidade é relativamente comum, pelo menos nas populações de origem europeia estudadas até ao momento. As avaliações mostraram que metade das pessoas tem um gene desse tipo (o que faria o seu peso aumentar 1,2kg). Outros 16% possuem dois genes, elevando o peso em 3kg - sendo que esses têm 67% mais hipótese de se tornarem obesos e atingir o índice de massa corporal a 30, nível que aumenta a probabilidade de ocorrerem distúrbios como diabetes, hipertensão, acidentes vasculares cerebrais, enfarte e outras doenças.
     Os estudiosos prevêem que outras causas genéticas surgirão com o avanço da pesquisa. Será preciso explicar, por exemplo, o facto de algumas pessoas com o gene ganharem 3kg, enquanto outras chegam aos 50kg. Aqui fica uma sugestao do professor Mark McCarthy, outro geneticista envolvido no estudo: "De qualquer modo, tendo o gene ou não, se a pessoa está acima de seu peso, deve comer menos e fazer mais exercício. Sem desculpas".



sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O mal vem nos genes... e esta hein? Infidelidade



Há uns tempos atrás estava a ver um programa de televisão, e chamou-me a atenção o facto de estarem a dizer que a infidelidade poderia ser provocada por um gene... Fiquei com o bichinho e resolvi investigar um pouco este assunto. E aqui está o que encontrei:

"Uma em cada quatro pessoas possui o gene da infidelidade        

Estudo norte-americano revela que uma em cada quatro pessoas possui o DR4, o gene da infidelidade, que leva as pessoas a sentir necessidade de trair os seus parceiros.

Esta pode vir a ser uma desculpa (quase) perfeita para as traições entre os casais. É que um estudo realizado numa universidade em Nova Iorque revela que existe um gene, o DRD4, que instiga as pessoas a serem infiéis.
E a presença deste gene é considerável. Segundo este estudo, uma em cada quatro pessoas possui-o, seja homem ou mulher.
No estudo foram analisadas 189 pessoas e foi possível apurar que as que tinham o gene DRD4 traíam duas vezes mais do que as outras.


Tendência pode ser substituída por política ou aventura

O que acontece é que as pessoas com esta característica genética sentem uma maior motivação quando traem. Justin Garcia, investigador que coordenou o estudo, explica: "A motivação parece vir da forma como o cérebro processa a dopamina, neurotransmissor ligado ao sistema de recompensas. É como se, durante a traição, eles recebessem uma descarga maior de prazer".
O investigador acrescentou ainda que estas pessoas até podem ter um relacionamento sério e feliz e, mesmo assim, sentir uma vontade quase incontrolável de serem infiéis.
Mas atenção, se o seu parceiro ou parceira tiver este gene não o/a considere um caso perdido. A verdade é que esta tendência para trair pode ser canalizada para outro tipo de atividades, esclarece-nos Justin Garcia. "O gene DRD4 também está ligado a uma visão política mais liberal e a um comportamento mais aventureiro"."



E agora digam-me, o que acham disto?